terça-feira, 1 de junho de 2010

O Estudo Goldfinger

É concenso entre cientistas reconhecer a insuficiência de métodos eficazes para a previsão de terremotos. Contudo, esta semana a Nature News informa sobre o estudo do geólogo marinho Cris Goldfinger e colaboradores, a ser publicado em breve publicado pelo US National Survey, que é o orgão governamental norte-americano relacionado a assuntos referentes a abalos sísmicos.
O estudo baseou-se em cerca de 80 amostras procedentes de uma falha geológica com 1000 km de extensão, situada entre a Ilha de Vancouver (Canadá) e o Cabo Mendocino (Califórnia).O objetivo da pesquisa era identificar depósitos de deslizamentos resultantes de grandes terremotos marinhos ocorridos no passado. Utilizando carbono-14 para datação do plancton aprisionado nas rochas e de dados físicos e de polo magnético das rochas, os cientistas obtiveram dados que permitiram reelaborar o mapa de risco e magnitude de terremotos na região.
Antes o risco estabelecido para a região apontava para recurrências de terremotos de grande impacto a cada 500 anos, com uma probabilidade de ocorrência em 10-15% para os próximos 50 anos. O estudo de Goldfinger, ao aumentar de 9 para 41 o número de terremotos estudados, recalculou a frequência de um grande abalo sísmico a cada 240 anos, o que definiu um risco de 37% para a região ser atingida por um terremoto de magnitude 8 nos próximos 50 anos. Os achados do estudo foram considerados relevantes tanto pela comunidade científica quanto pelo US Geological Survey, que realizará um workshop de verão para avaliar como os resultados da pesquisa serão incorporados nos mapas de risco e prevenção de catástrofes.

2 comentários:

Anônimo disse...

CONSENSO OU ESTOU DESATUALIZADA?
SUZY

Itajaí de Albuquerque disse...

Como disse um sábio antigo: nessas questões gramaticais até o bom Homero às vezes cochila. Rsrsrsrs. Bom cocktail!