domingo, 5 de dezembro de 2010

O Banho de Sol

















Zara tem quatro anos. É filha de outra cadela schnauzer que possuo. Dona de um pedigree principesco, essa preto e prata jura que é gente. Talvez por isso esteja com hipertensão, que trata com 1/2 comprimidinho de benazepril. Entre caminhadas semanais, seu maior prazer é o banho de sol diário.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Queiram ou Não, Lula É o Cara

















O Latinobarômetro realizou pesquisa com 19 mil pessoas, em 18 países latino-americanos, para avaliar a democracia no continente e definir quem seriam os líderes mais bem avaliados por suas trajetórias políticas.
Daniel Ortega (Nicarágua), Hugo Chávez (Venezuela) e Fidel Castro (Cuba) tiraram nota vermelha, enquanto Lula e Obama confirmaram suas lideranças, ambas melhores avaliadas e a frente das obtidas pelo rei Juan Carlos e o primeiro-ministro espanhol Zapatero, por igual incluídos na enquete como contra-pontos.
A ONG avaliou também o regime democrático no continente. Uruguai, Chile e Costa Rica foram os países em que os entrevistados tiveram as melhores impressões. Nesse quesito, o Brasil ficou em quinto lugar, empatado com a Venezuela, decerto - não o diz a pesquisa - pelo contraste entre riqueza nacional e desigualdade social, tão absurdamente agudas nos dois países.
Por fim, cabe destacar, apenas 30% do total de latino-americanos entrevistados reconheceram que proteção social, solidariedade com os pobres, oportunidades de trabalho e proteção contra o crime estavam garantidas em seus países. Pois então é isso.

A Flor do Mês: Galeandra sp.

Tal qual a encontrei hoje, perfil de delicadeza, em minha sacada.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Agrotóxicos no Brasil: O que não Querem os Empresários

Ontem Agenor Álvares, ex-ministro da saúde e diretor da Anvisa, foi convocado pela senadora Kátia Abreu a explicar-se em comissão. Segundo a senadora e representante do DEM, ao informar a sociedade sobre as preocupações e as providências dadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre o gravíssimo assunto do uso de agrotóxicos, o diretor teria provocado prejuízos em empresas. Conforme informado, Agenor Álvares terá de expor suas idéias e debater com pelo menos cinco profissionais escolhidos pela senadora, que assim tentará desmoralizar o diretor e a instituição governamental. Aqui a matéria que mexeu com os nervos da senadora Kátia Abreu: Silvio Caccia Bava: A reavaliação que os empresários não querem - Le Monde Diplomatique Brasil

domingo, 28 de novembro de 2010

Clube das Nações (Brasília - DF)
























Foto realizada a noite de ontem, com a câmera do iPhone 4. Tratamento no Photoshop utilizando os recursos Crop e Unsharp Mask.

domingo, 21 de novembro de 2010

Mulheres Cientistas e o Preconceito Masculino

O público leigo habituou-se à idéia de que o ambiente acadêmico é um espaço protegido contra os bafejos dos preconceitos que vicejam na sociedade, como fosse antídoto abençoado que perenizasse o debate de idéias, ágora dimensionada para o respeito ao contradito e à tolerância às diferenças, ainda que sob o implacável respeito à verdade científica. Infelizmente esse imaginário ético não correponde a realidade, como demonstra artigo publicado hoje no inglês The Observer por Richard Holmes.
Analisando os arquivos da Royal Society of London, o autor observa que o papel feminino em assuntos científicos foi bem maior do que o apresentado na vitrine histórica dos 350 anos de existência da instituição. O artigo de Holmes traz inúmeros exemplos das limitações impostas a cientistas mulheres, a começar pelo acesso oficial a instituição que não lhes foi permitido senão em 1945, ou seja, 285 anos após sua fundação - exceção feita a admissão honorária da Rainha Victória, que não era obviamente pesquisadora; apenas a mais poderosa rainha que o Império onde o Sol jamais se punha conhecera desde Elisabeth I. A bem da verdade, a carapuça machista não serve apenas a Royal Society, e cabe com perfeição e graça nos estatutos de outras congêneres européias, como por exemplo a Académy des Sciences de France que rejeitou o pedido de associação de madame Marie Curie em 1911, mesmo ano em que a notável cientista recebia o seu segundo Prêmio Nobel!
O espaço científico era assim vedado a participação feminina em condições igualdade com os homens. Segundo Holmes havia a certeza de que as mulheres apenas poderiam fazer ciência senão na condição de membros diletantes, com a cautela de sempre afastá-las dos estudos botânicos pela inconveniência das palavras latinas que descreviam a anatomia reprodutiva das plantas: hermaphroditus (bissexualis), sexualis, assexualis e spadix, entre outros exemplos inoportunos à moralidade vitoriana.
De outro modo, o estranhamento entre homens e mulheres na ciência também comparecia até quando tratatava-se de aconselhar. Em 1788, o astrônomo real saudava com sinceridade Caroline Herschel, que aos 38 anos de idade fora a primeira mulher "na história do mundo" a descrever dois novos cometas, advertindo-lhe contudo que tivesse cuidado de não "pegar carona na cauda de um deles", antes mesmo que seus pares reconhecessem o valor de sua descoberta.
Machismos à parte, a ida aos arquivos demonstram que a ciência moderna tem dívidas imensas com a parte feminina que lhe deu impulsos imensuráveis não só nas técnicas e tecnologias, mas também na ética em pesquisa, pois foi uma assistente de Cavendish quem pela primeira vez peticionou pelo direito dos animais - e de todos os seres vivos - como sujeitos de pesquisa. Estávamos então no século XVIII e nem sonhávamos com o pesadelo que seria realizado duzentos anos para frente, na escala industrial dos campos da morte de Auschwitz-Birkenau, quando Anna Barbauld requereu ao seu chefe que atentasse para o sofrimento dos animais de laboratório, lavrando os seguintes versos que entitulou como The Mouse's Petition to Dr Priestley, Found in the Trap where he had been Confined all Night (Petição do Camundongo que Permanece Aprisionado na Armadilha onde Esteve Confinado a Noite Inteira ao Dr. Priestley,):

For here forlorn and sad I sit,
(Abandonado e triste, aguardo)
Within the wiry Grate, (Dentro desta grelha aramada,)
And tremble at the approaching Morn (E estremeço com o amanhecer)
Which brings impending fate… (Que anuncia a sorte iminente)

The cheerful light, the Vital Air, ( A luz alegre, o ar vital,)
Are blessings widely given; (São bençãos amplamente dadas;)
Let Nature's commoners enjoy (Para usufruto dos plebeus da natureza)
The common gifts of Heaven. (Como dádivas comuns do Paraíso.)

The well-taught philosophic mind (Ora et labora a mente filosófica)
To all Compassion gives; (Para todos a compaixão dá;)
Casts round the world an Equal eye, (Molda a volta do mundo uma visão de igualdade)
And feels for all that lives. (E sente por todos aqueles que vivem).

O belo artigo - The Royal Society's Lost Women Scientists (As Cientistas Mulheres Que a Royal Society Esnobou) de Richard Holmes está disponível para leitura na página eletrônica do jornal The Guardian.


sábado, 20 de novembro de 2010

Ciência, Tecnologia e Inovação no Simbravisa

Está disponível o áudio da mesa redonda Ciência, Tecnologia e Inovação: Regulação e Desenvolvimento. O evento aconteceu em Belém do Pará, entre 13 e 17 de novembro. Além do doutor José Rubens Bonfim, compareceram como palestrantes dois grandes amigos decitianos: o médico Luis Eugenio Portela e a nutricionista Erika Camargo. As apresentações estão disponíveis nos links: a, b, c.

Dia da Consciência Negra Com Juliano Moreira

Hoje comemora-se no Brasil o Dia da Consciência Negra. É dia para uma reflexão sobre um país que acostumou-se a crer que é uma democracia racial, quando na verdade não o é. Um dos primeiros filtros que a sociedade brasileira estabeleceu foi distinguir o proprietário de quem seria escravo, isto é, pessoa da não pessoa, mas coisa animada com valor de troca no infame mercado que perdurou no país até 1888, não fosse o advento da Lei Áurea.
Entretanto, em que pese o estatuto legal ser produto de um notável embate cívico que mobilizou por completo o país e suas lideranças políticas, a liberação do cativeiro não reconheceu ao negro a devida cidadania completa e o manteve na prática agregado da família em que antes fora propriedade, ou senão como despachado para biscates nos centros urbanos, quando muito percebendo vinténs de pagamento em uma sociedade que só conheceria o salário mínimo e a carteira de trabalho quase cincoenta anos depois do encerramento do modo de produção escravagista no Brasil.
Numa República nascida como parada militar diante a um povo bestificado, em que a cor do africano e do afro-descendente enredou-se com outros elementos, diluindo-se para complexificar a exclusão social brasileira, um dos espaços de que a população negra sempre estiveve alijada no Brasil foi o acesso aos diferentes níveis de educação e, por derivada, a melhores postos de trabalho. Penso aonde ela chegaria, por exemplo, se no final dos anos 20, com 11 anos, não tivesse trocado o sonho de cursar a Escola Normal por um emprego numa loja de costuras, onde alcançou a posição de gerência. Não fosse isso, imagino que minha mãe, com sua férrea determinação libriana e inegável inteligência, teria sido a primeira na família a obter diploma de nível superior e não eu, que o alcançei 56 anos depois de que ela fora obrigada a deixar os bancos escolares para assumir o sustento de minha avó, filha de um ex-escravo de ganho e a única alfabetizada numa prole de seis filhos.
Zumbi dos Palmares, o sobrinho do rei Ganga Zumba, foi a personalidade associada ao Dia da Consciência Negra. Sem dúvida ninguém maior na memória coletiva que aquele que lidera seu povo na guerra contra o opressor. Entretanto, em nossa história, outros negros se notabilizaram com a inscrição de seus nomes na produção de conhecimento científico. Entre aqueles relacionados à Medicina, é destaque aquele que é considerado o patrono da psiquiatria moderna entre nós - o médico Juliano Moreira (1873-1933).
Um posicionamento contra-hegemônico quanto ao papel da raça e da cor no processo saúde e doença é marca indelével na prática médica, na obra acadêmica e na biografia do psiquiatra baiano, quer estivesse ele debatendo sobre o enlouquecimento, quer sobre a origem da Hanseníase no Brasil, na época imputada aos escravos trazidos da África; ou quando lamentou-se a morte de Juliano Moreira, quando era necessário o combate intelectual ao anti-semitismo mundial que Hitler inaugurara, prática que foi considerada de bom tom entre aqueles de escol, aqui e alhures. Ao contrário de Machado de Assis, também mulato, o professor Juliano Moreira nunca permitiu que sua iconografia fosse progressivamente embranquecida nos traços e na tez.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Uma Noite no Ministério Público Federal

A noite chegou com luzes. O doutor Gladaniel Palmeira de Carvalho foi promovido a Procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Fiquei emocionado ao assistir um amigo de 35 anos alcançar mais um patamar de sua brilhante carreira, marcada sempre por promoções meritórias de par com o respeito e a admiração de seus colegas, dos amigos e da família. Enquanto assistia a cerimônia e sucediam-se os discursos de saudações ao novo procurador, que citou Padre Antonio Vieira e José Bonifácio de Andrada e Silva, passava na minha memória o tempo em que fomos garotos-rapazes no Colégio Estadual Paes de Carvalho, em Belém, junto com outros grandes amigos como o defensor público estadual Antonio Carlos de Andrade Monteiro e os médicos Elias Israel e Rômulo Paes. Como tem sido bom tê-los comigo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O que os Estadunidenses Querem de Obama





















Trata-se do resultado da pesquisa espontânea Gallup, divulgado esta semana na imprensa dos EUA. Houve outra anterior, realizada pela CBS, em que entrevistados reafirmam que suas expectativas estão relacionadas a políticas governamentais promotoras de economia/emprego (56%). Déficit, imigração e guerra não são opções de primeira ordem para os eleitores.