A lenda, como expressão de uma socialização de uma região isolada e periférica, remete às questões relacionadas à gravidez indesejada em comunidades fechadas. Hoje, como anedota, ainda perdura dizer com maldade: Fulano (a) é filho (a) do boto. Aqui, nesse extraordinário filme, vê-se com clareza a atração e o comportamento sexual de um golfinho macho em torno de uma nadadora que , decerto, desconhece a lenda dos botos amazônicos .
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Foi o Golfinho, Sinhá
A lenda, como expressão de uma socialização de uma região isolada e periférica, remete às questões relacionadas à gravidez indesejada em comunidades fechadas. Hoje, como anedota, ainda perdura dizer com maldade: Fulano (a) é filho (a) do boto. Aqui, nesse extraordinário filme, vê-se com clareza a atração e o comportamento sexual de um golfinho macho em torno de uma nadadora que , decerto, desconhece a lenda dos botos amazônicos .
domingo, 7 de novembro de 2010
O Olhar Crítico de Chico Cavalcante

sábado, 6 de novembro de 2010
Passarinhando na Chuva


Ele é um antigo conhecido. Circula por aí, entre os prédios da quadra onde moro. Há uns dias, contudo, tornou-se mais íntimo e agora pousa nas plantas que mantenho em minha sacada. O local preferido que escolheu é esse galho de Bougainville.
Hoje, afinal, o lambe-lambe aqui conseguiu surpreende-lo com o registro desse quase portrait. Na manhã nublada e chuvosa, sempre arisco ele posou e me disse que agora tem uma companheira. Com sorte qualquer dia eu os fotografo juntos.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Nunca É Demais Repor o Demasiado
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Superbactéria Não Resiste à Higiene das Mãos
Então finge que não vê que
Eu nasci pra ser o superbacana
Super-homem, superflit, superfink, superist
(Superbacana. Caetano Veloso, 1968)
Nesse sentido, embora vivamos em tempos de super-ultra-hiper sei lá o quê, não podemos esquecer que uma das maiores revoluções da Medicina no século XIX foi a descoberta do médico húngaro Semmelweiss, que baseado em observações de enfermaria concluiu que a mortalidade por Febre Puerperal seria reduzida se os obstetras e as parteiras da época lavassem as mãos antes e depois de cada parto, antes e depois de examinar suas pacientes.
A medida consagrada é válida para prevenir qualquer infecção em que o agente causal seja transportado pelas mãos de um ser humano para outro, quer sejam bactérias, os vírus das gripes ou das conjuntivites. Água, sabão e álcool na higiene das mãos e a aplicação correta de protocolos para degermação de materiais e equipamentos bastam para quebrar a transmissão da KPC, demonstrando que a adoção de medidas de higiene evitam e destroem a "famigerada" bactéria sem precisar empregar algum super-raio laser terrível.
Contudo é necessário coibir o uso abusivo e indiscriminado de antibióticos, posto que a indicação incorreta e a administração em sub-doses e em horários equivocados são os principais responsáveis pelo desenvolvimento de resistência bacteriana, aliás um fenômeno representativo da Teoria da Evolução de Darwin. O uso incorreto de antibióticos constitui no Brasil assunto da maior importância, especialmente porque sabemos que a auto-medicação além da influência cultural está relacionada às dificuldades no acesso a cuidados de saúde e na acessibilidade a medicamentos.
Por fim a decisão da Anvisa de disciplinar a compra de antibióticos não deve se limitar ao balcão das farmácias. Na medida em que as farmacias cumpram as normas regulatórias, outras possibilidades à margem surgirão, por meio do comércio ambulante e da internete. É necessário portanto uma ação que discipline e ao mesmo tempo desencoraje e combata o comércio ilegal de antibióticos.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Dito e Feito
Os Genéricos do Serra: A História Sem Virtudes
Genéricos e Outros Mistérios
Rogério César de Cerqueira Leite
Considero eminentemente pífia a atuação de Serra no Ministério da Saúde; seus genéricos pouco têm a ver com aqueles que planejamos
Como consequência da Guerra das Malvinas, quando a Argentina, por ter abdicado da produção própria de fármacos, ficou desabastecida de medicamentos, o governo militar brasileiro aprovou um programa, por mim proposto, de desenvolvimento dos princípios ativos (fármacos) dos 350 remédios constituintes da farmácia básica nacional.
Estimava-se que, em dez anos, seria possível desenvolver, por engenharia reversa, pelo menos 90% desses produtos. De fato, em pouco mais de três anos, cerca de 80 processos já haviam sido desenvolvidos e 20 produtos já estavam sendo produzidos e comercializados por empresas brasileiras.
Precipitadamente, o governo Itamar Franco tentou lançar a produção de genéricos. O poderoso cartel de multinacionais de medicamentos se insurgiu. Ameaçou-nos de desabastecimento, de verdadeira guerra. Derrotou e humilhou o Ministério da Saúde.
Poucos anos depois, esse cartel não somente cedeu prazerosamente ao ministro José Serra, então na pasta da Saúde, como até fez dele seu "homem do ano".
Seria o costumeiro charme do ministro? Seu sorriso cândido? Senão, qual o mistério?
Como consequência da isenção de impostos de importação para o setor de química fina, da infame lei de patentes e de outras obscenidades perpetradas pela administração FHC, mais de mil unidades de produção no setor de química fina, dentre as quais cerca de 250 relativas a fármacos, foram extintas.
Além do mais, cerca de 400 novos projetos foram interrompidos.
Os dados foram extraídos de boletim da Associação Brasileira de Indústria da Química Fina. Em poucos anos, o deficit da balança de pagamentos para o setor saltou de US$ 400 milhões para US$ 7 bilhões. Quem acha que, com isso, Serra não merece o título de homem do ano das multinacionais de medicamentos?
Também os "empresários" brasileiros do setor de genéricos têm muito a agradecer ao ex-ministro da Saúde, pelas suas margens de lucro leoninas. Basta ver os imensos descontos oferecidos por quase todas as farmácias, que com frequência chegam a 50%. Os genéricos do Serra nada têm a ver com os genéricos que planejamos.
E o tão aclamado programa de Aids do Serra? É compreensível que todos os seres humanos, e talvez também o ministro Serra, tenham se comovido profundamente com a súbita e aterrorizante explosão da Aids. Que oportunidade sem par para políticos demagógicos!
A ONU homenageou o então ministro Serra pelo mais completo e dispendioso programa de apoio aos doentes de Aids de todo o planeta.
Países ricos, com PIB per capita dez vezes maiores que o nosso, ficavam muito aquém do Brasil. Como foi possível? E por que será que, nesse mesmo período, os recursos orçamentários destinados ao saneamento básico não foram usados?
O então dispendioso tratamento de um único doente de Aids correspondia à supressão de recursos para saneamento básico que salvariam centenas de crianças de doenças endêmicas, com base em uma avaliação preliminar. Será que Serra desviou recursos do saneamento básico? Mistério!
Mas persiste o fato de que, durante a administração Serra na Saúde, os recursos destinados ao saneamento, à época atribuídos a esse ministério, não foram aplicados.
Mesmo sem contar mistérios como aqueles dos "sanguessugas" e da supressão do combate à dengue no Rio, entre outros, considero pífia, eminentemente pífia, a atuação de Serra no Ministério da Saúde.
ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, 79, físico, é professor emérito da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), presidente do Conselho de Administração da ABTLuS (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron) e membro do Conselho Editorial da Folha.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
A Soberania da Clínica
domingo, 24 de outubro de 2010
Os Neoliberais e o Tamanho do Estado Brasileiro
Os jornais que apoiam a candidatura de José Serra (Psdb) à sucessão do presidente Lula falam uma meia verdade, quando afirmam ter havido um aumento do tamanho do estado brasileiro na gestão petista. Na verdade, quando recebeu o governo de FHC (Psdb), Lula viu-se diante de uma máquina pública que era um faz-de-conta: o estado desempenhava suas funções a partir de terceirizados que faziam as vezes de funcionários públicos federais. Para sanear o governo federal de tal ilegalidade, denunciada sucessiva e exaustivamente pelo Tribunal de Contas da União e Ministério Público Federal, foram realizados centenas de concursos públicos com o objetivo de recompor a força de trabalho deliberadamente diminuída nos anos 1995-2002. É o que demonstra o gráfico procedente da dissertação de mestrado de Luciane Galdino Alberto (Análise do Quadro de Trabalhadores do Ministério da Saúde e Entidades Vinculadas no Ano 2000. Fiocruz, março 2010).sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Medicina Forense Recebe Recursos de Pesquisa
Não tem autor
Move-o uma obscura energia
Um inseto é mais complexo que uma hidrelétrica
(Ferreira Gullar)