quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Pesquisa de Sobre Twitter Pede Outra

Consultoria canadense fez pesquisa e concluiu que 71% das mensagens no Twitter não recebem respostas (retuítes). Na chamada blogosfera, tal qual no mundo real, a efetividade da comunicação não pode ser medida exclusivamente por réplica ou tréplica entre emissor (es) e receptor (es). O arco da comunicação pode continuar sem retuítes para outros níveis ou topos comunicacionais (blogues, outras redes sociais, listas de discussão, etc), sem interrupção, em teias que se interpolam. Logo, a evidência apresentada pela pesquisa tem alcance limitado para a compreensão do impacto das redes sociais no cotidiano.

domingo, 10 de outubro de 2010

O Ilustre Bob e a Capacidade de Síntese




O Bob é um militante nessas eleiçoes presidenciais. Designer gráfico fez a melhor síntese comparativa entre as políticas públicas conduzidas no país nos últimos 16 anos. Na bem humorada comparação que produziu, Bob estabelece com clareza as diferenças de visão que o PSDB e o PT teem para o desenvolvimento e o progresso do Brasil. Mais trabalhos podem ser apreciados na página Ilustre Bob.

sábado, 9 de outubro de 2010

Carta de um Professor da Amazônia

Prezados (as) amigos (as),
Muito boa a mensagem pelo conteúdo, que é irretocável. Mas a mensagem não deve ser repassada às listas de jovens de 20 anos no tom em que está. Essa campanha do segundo turno será muito dura e o PSDB usará de todos os golpes baixos que dispuser. O jovem de 20 anos de hoje é muitíssimo menos questionador que os de 15 ou 40 anos atrás. Ele gosta de conteúdos já mastigados, do tipo que você encontra com facilidade na internete ou na revista Veja. Mas, como temos identificado, a história do Governo FHC e do Brasil todo o dia é reescrita de modo falseado por esses meios de comunicação, o que obriga-nos ao se tato na abordagem e no diálogo com nossos jovens sobre o assunto, pois em contrário será a versão reacionária que passará como fosse verdade nessas eleições e nos próximos anos.
Nós todos fomos contemporâneos de universidade no interregno entre a ditadura e a redemocratização do país. Vocês sabem que eu sou professor universitário federal de dezenas desses jovens e já participei da formação (técnica) de algumas centenas deles. Nesse contexto tenho escutado cada "verdade" sobre a era FHC que é necessário muitas vezes respirar fundo para contar aos alunos um pouco do que eu testemunhei e sofri, nesses anos em que estivemos sob governos neoliberais.
Mas a causa da conduta despreocupada de nossa juventude sobre as tensões políticas da atualidade, eu atribuo boa parte da CULPA a desatenção do GOVERNO LULA. Para situar essa questão, vou lhes citar apenas alguns exemplos que permitem melhor dimensionar essa crítica, elaborada a partir do contraste do que eu vivi quando tinha a mesma idade de meus alunos, e portanto logo após minha graduação na Universidade Federal do Pará:
1) Todos os engenheiros que formamos hoje, mesmo aqueles que foram alunos fracos, conseguem emprego facilmente. Pra que se preocupar com o desemprego, ele existe???
2) Todos os alunos de Mestrado ou Doutorado (em Engenharia) em Dedicação Exclusiva têm bolsas de estudos.
3) Boa parte dos jovens pode fazer faculdade hoje, mesmo em faculdades particulares, com oa instituição do Prouni no governo de Lula.
4) Para os jovens com escolaridade anterior ao nível universitário está sendo ofertada uma infinidade de cursos de nível técnico e auxiliar técnico, pois a verba para a oferta desses cursos cresceu exponencialmente nos últimos sete anos. Além do mais, a chance de absorção pelo mercado desses jovens, mesmos dos minimamennte capacitados, é inegavelmente altíssima.
5) Esses jovens mal se formam, e com emprego e crédito fácil vão comprando o seu carrinho financiado, entupindo as ruas e provocanddo os congestinamenos gigantes do trânsito de hoje.
6) Com emprego e algum dinheiro no bolso, eles aproveitam as facilidades de uma economia estável e começam financiar imóveis e até a planejar o futuro, palavra que para a minha geração de vinte anos atrás significava angústia e incógnita.
Essas farturas a pouco referidas, trouxeram o mal da inconsciência de que há bem pouco tempo atrás a promessa de paraíso hoje vivido, era o inferno marcado pela falta de perspectiva a curto, médio e longo prazos, pela regra de salários aviltantes, pela má distribuição de renda e pelo desemprego crônico. Não a toa alguém cantava que "a gente somos uns inúteis"... Ou que "os meus inimigos estão no poder"... Porque esses eram os sentimentos da época em que me graduei na escola em que hoje sou professor.
Sem consciência, portanto, não tem jeito!!! Pela primeira vez na história do país, eu devo admitir que mais oito anos de continuismo da política de governo que temos hoje, a mentalidade e o senso crítico e questionador dos nossos jovens estarão ANIQUILADOS como cidadãos construtores de um futuro para o Brasil. Num cenário de pesadelo, sou forçado a concluir que apenas pela volta de um governo neoliberal - ao modo como Collor praticou, como Itamar prosseguiu e como FHC consolidou -, pela perda do que temos e pelo sofrimento que derivará, poderemos devolver aos jovens o que foi perdido no Governo Lula: a apropriação consciente de que o atual progresso só faz sentido se compreendermos que ele é fruto de uma luta contra as dificuldades e a total falta de perspectiva de soluções, que eram rotinas na vida dos jovens de 10 ou 20 anos atrás.
É isto o que falta ao nosso jovem para resgatar o seu espírito crítico e um pensamento mais elevado, que permitam negar as propostas do atraso e chegar finalmente à compreensão das conquistas e valores do governo Lula. Agora, eu gostaria que vocês me ajudassem a comprender uma questão paradoxal que a nossa mídia deformadora colocou-me na cabeça:
Quando o Lula era candidato a presidente da República, a mesma mídia de hoje dizia que ele era burro, analfabeto e que não sabia expressar suas idéias. Tudo o que ele dizia não passava de mera repetição de textos e idéias de colaboradores altamente preparados tecnica e politicamente, como a Dilma Roussef. Agora que a técnica e a política Dilma é candidata à sucessão de Lula, nossa mídia vem afirmando que ela não tem expressão nem preparo, alegando que nossa candidata faz belos discursos e está muito bem cotada por conta de ser bem assessorada pelo "demonizado" Lula; sim, o nosso presidente que o abuso da liberdade de expressão vigente no Brasil antes linchara como bêbado e ignorante nos jornais, nas revistas e televisões brasileiras, e, inclusive, por tabela na mídia estrangeira fo NY Times!
A história é contada conforme a conveniência dos poderosos, sabemos. Mas, na falta de contra-ponto que construa a prova dos nove, os mais jovens, cada vez menos questionadores da realidade em que vivem, assimilam facilmente as "verdades" narradas pelo filtro dos interesses inconfessáveis da mídia e das elites brasileiras. Tolerar esse fato, fazer de conta que tal gravidade não é importante, ao meu ver é o verdadeiro ovo da serpente que poderá nos levar à perda, ou fazer retroceder mais uma vez o bonde da história.

Um abraço,

C.

M. Sc. Ph.D

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Reação Não Inteligente ao Selo da Anvisa
















Que esperássemos reação dos falsificadores de medicamentos, de contrabandistas e do crime organizado contra o selo de qualidade criado pela Anvisa seria uma consequência lógica. Mas de quem fabrica remédio legal, da indústria farmacêutica brasileira? Ora, não bastasse ser uma desinteligência, tal posição agrava-se por ser contrária ao bem comum.
Quem nos informa sobre a reação é a Newsletter Brasilia Confidencial. Clique sobre a imagem duas vezes e lei a matéria na íntegra.


Popularização da Ciência e da Tecnologia

A leitora Letícia nos avisa sobre evento que discutirá na Unicamp questões relacionadas a gestão do conhecimento no âmbito da ciência e da tecnologia.

A Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia da América Latina e do Caribe (Red-POP) recebe até 15 de novembro, propostas de trabalho para a 12ª Reunião Bienal (http://www.mc.unicamp.br/redpop2011/) que acontece no Brasil, organizada pelo Museu Exploratório de Ciências (MC), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de 29 de maio a 2 de junho de 2011.
Com o tema “A profissionalização do trabalho de divulgação científica”, o encontro aceitará tanto trabalhos de pesquisa, de caráter acadêmico, quanto de profissionais da área, interessados em relatar suas experiências. Cinco eixos temáticos vão nortear a 12ª Reunião: Educação não-formal em ciências; Jornalismo científico; Programas e materiais para museus de ciências: materiais e práticas concretas; Museografia e museologia científica; Público, impacto e avaliação dos programas.

Anvisa Cria Selo Contra Roubo e Falsificação
























O diretor-presidente da Anvisa, Dr. Dirceu Raposo
na cerimônia de lançamento do selo.

Esta semana a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu passo importante para o fortalecimento da ação gestora do estado no mercado de medicamentos. Foi lançado o selo de qualidade e segurança para garantir o caráter original dos medicamentos comercializados no país. O selo, ao lado de ações conduzidas contra o crime organizado em parceria com a Polícia Federal, são alguns exemplos do desempenho da Agência para cumprir seu papel institucional de proteger a saúde da população e fortalecer a indústria nacional de produtos de saúde. Para ler a matéria de Brasília Confidencial, basta clicar duas vezes sobre a imagem.

Quem Tiver Ouvidos Que Ouça

A propósito da postagem que escrevi mais adiante, a newsletter Brasília Confidencial traz informação importante para a comunidade católica nessas eleições tanto quanto atípicas. Para ler a matéria basta clicar duas vezes sobre a imagem, que ela se expandirá. Aliás quero aqui registrar que a publicação eletrônica aqui anexada após as eleições bem mereceria premiação pelo alto nível de jornalismo que vem praticando. Aqueles que se interessarem por recebê-la podem solicitar no endereço bsbconfidencial@gmail.com.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Quem Tiver Olhos Que Veja

Em respeito aos eleitores e ao país, o segundo turno das eleições presidenciais devem ser balizadas por um debate entre duas visões de mundo e de Brasil que nesse momento estão em disputa: o embate ideológico entre os defensores do neoliberalismo, representado pelo candidato Serra e as principais lideranças do PSDB (FHC, Aécio Neves e Geraldo Alckmin), e o pensamento de vertente social-desenvolvimentista com os resultados do governo do presidente Lulam, a serem seguidos pela candidata do PT a Presidência da República, Dilma Roussef.
Chega, portanto da avalanche de baixarias, tristemente produzida, reproduzida e ampliada a náuse pelas grandes redes brasileiras de comunicação, certamente sob a cumplicidade dos próceres do PSDB acima citados. Afinal não se pode pretender uma democracia adulta e respeitável, que se imponha entre iguais na comunidade mundial, oferecendo o triste espetáculo de uma republiqueta de bananas, em que até se ressuscitou uma questão político-religiosa, já antes superada e sepultada por Dom Pedro II no século XIX , quando o Imperador sabiamente estabeleceu que Igreja é Igreja e Estado é Estado; este cuida da sociedade (gênero) e aquela - por ser diversas, e entre si não raro antagônicas - de seu respectivo rebanho (espécie).
A despeito deste fato, nesse cortejo de insanidade e doidivanice que assistimos nos últimos meses, tristemente testemunhamos religiosos desempenhando o papel de cabos eleitorais do candidato José Serra, não furtando-se nesse mister de proferirem com tiques histéricos sermões discutíveis quanto à lisura da intenção, para dizer deles o de menos. Encheu-me assim a paciência ouvir essa pletora de desinformações e grosserias de quem opõe-se ao governo Lula e a candidata Dilma Roussef, com o descarado objetivo de impressionar o senso dos mais simples, sem importarem-se de ofender aqueles que, pela sinceridade de suas almas, buscam nas Igrejas um espaço de prática espiritual e não como fossem ao encontro de palanques-púlpitos rastaqueras.
Contudo, deixando de lado aqueles deslizes inoportunos e reprováveis, reitero que nós, eleitores, exigimos ser tratados pelos comandos de campanha do PSDB, seu candidato e aliados, abatinados ou não, com o respeito que fazemos jus como cidadãos. Em nome desse sentimento deixo aqui, para os leitores e leitoras do blogue, minha contribuição e estímulo para superar a péssima impressão em mim deixada pela baixaria protagonizada no primeiro momento da eleição presidencial: trata-se de um estudo comparativo da evolução da miséria brasileira, em sua dimensão material, no período que envolve os dois governos do FHC (PSDB) e os dois governos do Lula (PT). Acho que a comparação diz muito sobre o que queremos para o Brasil.

I Jornada de Patologia Toxicológica

A Associação Latino-Americana de Patologia Toxicológica realizará, no dia 18 de outubro, a 1ª Jornada de Patologia Toxicológica, em Botucatu (SP

O evento – que reunirá biólogos, veterinários, toxicologistas, médicos, farmacologistas, entre outros – discutirá um tema que, de acordo com os organizadores do evento, tem tido pouca atenção.
A patologia toxicológica é caracterizada como processo de pesquisa e desenvolvimento de produtos químicos industriais, particularmente de fármacos, praguicidas agrícolas, aditivos alimentares e alimentos geneticamente modificados.
A avaliação da toxicidade desses produtos, antes de serem colocados no mercado, é estratégica para a segurança química e nutricional, destacam os organizadores da jornada.
Wanda Haschek-Hock, presidente da Sociedade de Patologia Toxicológica, e Samuel Cohen, do Centro Médico da Universidade do Nebraska, ambos nos Estados Unidos, e Olga Pulido, do Health Canada (Canadá), serão alguns dos palestrantes.
O evento será realizado no Salão Nobre da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu (SP).

Mais informações e inscrição: www.alaptox.org ou (14) 3811-6238 (ramal 252).

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Uma Revolução Intelectual*

“Enquanto se pensava que com as leis de Newton
e as que lhe sucederam podíamos compreender o universo,
o diálogo com as outras civilizações era um diálogo
de professor e aluno, aluno primário.”

Ilya Prigogine, “Nome de Deuses”, Ed. UNESP, 2002, p:64

Por José Luiz Fiori**

Na segunda metade do Século 20, o físico norte-americano, Thomas Kuhn, e o químico russo, Ilya Prigogine, revolucionaram a epistemologia e a história da ciência, colocando uma pá de cal sobre a visão positivista do conhecimento, e um ponto de interrogação definitivo sobre todas as teorias mecanicistas e deterministas, a respeito do mundo físico, do cosmos e das sociedades humanas. Para Thomas Kuhn, o avanço da ciência não é cumulativo, nem se dá de forma linear e contínua. Pelo contrário, ocorre de forma descontínua e através de grandes rupturas, ou “revoluções científicas”.

Elas assinalam um momento de “mudança de paradigmas”, que são definidos por Kuhn como uma maneira particular de olhar o mundo, articulando, de forma coerente, problemas, conceitos, métodos de pesquisa e critérios de verdade que só são válidos dentro de determinadas comunidades específicas, e durante períodos determinados de tempo. Por outro lado, Ilya Prigogine rebelou-se contra o determinismo e o mecanicismo das teorias de Isaac Newton e Albert Einstein e demonstrou que a irreversibilidade do tempo, a desordem e a incerteza são elementos essenciais e construtivos, do mundo físico e biológico. Ou seja: Kuhn defende a historicidade da ciência e dos seus critérios de verdade; e Prigogine defende a importância da “flecha do tempo” e das “escolhas”, para a construção do futuro de um universo físico e de uma sociedade humana, que são rigorosamente imprevisíveis.

Por analogia, também é possível falar da existência de “paradigmas” e de “revoluções intelectuais” no campo do pensamento social, onde se formam e se transformam os valores, conceitos e critérios de verdade que as sociedades humanas utilizam para interpretar o seu passado e o seu presente, e para descodificar e responder às incertezas do seu futuro. São modelos, enfoques e crenças que atravessam o pensamento acadêmico e o pensamento político – de esquerda e de direita — e também fazem parte do senso comum e da formação da opinião publica. Estes “paradigmas sociais” também são válidos apenas para certas comunidades específicas, e durante um certo período, por mais longo que ele possa vir a ser. Com o passar do tempo e das mudanças sociais, entretanto, estes paradigmas “societários” perdem fôlego, se esclerosam, e acabam sendo superados por novas “visões do mundo”, mais capazes de compreender e enfrentar os desafios criados pela chegada do futuro.

Pois bem: tudo indica que a América Latina e o Brasil estão vivendo um destes momentos de “revolução intelectual” e de mudança da sua forma de olhar para si mesmo e para o mundo. De um lado há um “paradigma intelectual” em franco declínio, incluindo algumas idéias e teorias de esquerda e de direita, que já não dão conta das transformações do continente — e do Brasil, em particular. Seus conceitos e seus debates parecem velhos e repetitivos e por isto filtram as novidades trazidas pelo futuro de forma extremamente reativa, defensiva e medrosa. Alguns “intelectuais orgânicos” deste velho paradigma vivem fascinados pela ideia do “fim”, seja da democracia, do capitalismo, das espécies, ou da própria Terra. Outros, estão sempre lamentando as “imperfeições constitutivas” da sociedade latino-americana, tão distantes dos seus modelos ideais de sociedade civil, de classe social, de partido político, ou mesmo, de estado e de capitalismo, E quase todos vivem atormentados com medo do populismo, do corporativismo, do nacional-desenvolvimentismo, do estatismo, entre tantos outros fantasmas do passado. Sem se dar conta que este conceitos e algumas de suas velhas teorias sociológicas e econômicas perderam aderência aos fatos, e já não demonstram nenhuma eficácia como ferramentas analíticas e como instrumentos estratégicos, voltados para a construção do futuro.

Apesar disto, entretanto, ainda não se pode falar do aparecimento e da existência de novas teorias consistentes, e o próprio continente latino-americano ainda não superou alguns de seus grandes desafios sociais e econômicos. Mas com certeza já se pode falar de uma “revolução intelectual” e de um novo “paradigma”, porque já se consolidou uma nova maneira do continente olhar para si mesmo, para o mundo e para os seus desafios, assumidos como oportunidades e como escolhas que devem ser feitas, a partir de sua própria identidade, e de seus próprios interesses.

Alguma vez, Jean Paul Sartre disse que “era mais fácil ser escravo do que senhor”, e talvez de fato, seja mais fácil pensar como escravo do que como senhor. Mas depois desta “revolução intelectual” da America Latina, já não há mais necessidade de ninguém seguir pensando como escravo, ou mesmo, como aluno primário das “civilizações superiores”.

* Publicado em Outras Palavras

** Economista. Doutor em Ciência Política, com pós-doutorado na Universidade de Cambridge. Professor Titular de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.