quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Ciência e a Guerra dos Sexos

Quando estive no XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia e VII Congresso Brasileiro de Epidemiologia, realizados em Porto-Alegre, em setembro deste ano, num olhar de relance sobre as platéias, nos restaurantes e no espaço dos estandares, percebi um contraste: a maioria dos inscritos no duplo evento era do sexo feminino.
Alguém bem humorado, na ocasião, chegou a fazer referência a vivermos o princípio de um século que promete ser uma ginecocracia. Ironias a parte, o fato é que as mulheres cada vez mais participam da sociedade ocidental e, muito especialmente, como protagonistas na produção do conhecimento científico. Exemplo recente dessa constatação foi o resultado da seleção para pós-doutorado no Laboratório Roche, Suíça, fruto de um convênio com o Ministério da Saúde: dos 61 candidatos inscritos, quatro foram selecionados; todas mulheres .
O trecho acima destacado pertence ao editorial Looking for a Few Good Women, publicado na revista DNA and Cell Biology. No texto se discute exatamente porquê, apesar da marcante presença feminina na ciência, as mulheres frequentam tão pouco as listas de premiações.

3 comentários:

Val-André Mutran disse...

Puro preconceito, certamente.

Bia disse...

Bom dia, Itajaí:

o blog tá bonito pra caramba!

Abraços.

Itajaí de Albuquerque disse...

Val-André e Bia, obrigado pela visita. Venham sempre que desejarem saber algumas novidades científicas. Ou, no Flanar, onde continuo palpitando sobre outros assuntos.
Abs.